Falando sobre tontura

Cerca de 10% da população mundial sofre de algum tipo de tontura, sendo as mulheres duas vezes mais acometidas que os homens. Sua definição é a ilusão de movimento, podendo se manifestar de diversas formas como: desequilíbrio, sensação de queda, escurecimento da visão,  flutuação ou vertigem (sensação de rodar).

A tontura é um sintoma comum para diversas alterações na saúde e relacionadas a inúmeras causas, sendo que mais de uma delas podem estar presentes no mesmo indivíduo. Portanto, a avaliação de um especialista é fundamental para investigação e definição das causas, a fim de estabelecer o tratamento adequado para cada caso.

O termo “labirintite” (significa inflamação do labirinto) é popularmente usado para denominar doenças do equilíbrio e audição, porém o termo correto seria “labirintopatia” que quer dizer qualquer doença do labirinto.

O equilíbrio do organismo não é controlado apenas pelo labirinto (ou vestíbulo – órgão presente no ouvido interno), mas depende também de informações da visão e do cerebelo (Sistema Nervoso Central) que enviam mensagens a pele, músculos e articulações. Sendo assim, qualquer alteração desses três sistemas (vestibular, visual ou cerebelar) podem causar tontura, além de doenças metabólicas como diabetes, pressão alta, aumento do colesterol, problemas na tireoide, alterações hormonais, etc.

A dica é manter hábitos saudáveis, boa alimentação, evitar álcool, cigarro e excesso de cafeína, fazer exercícios regularmente, tomar muita água e visitar o médico regularmente para avaliação e exames preventivos.

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Dra. Gabriela Zandonadi Carvalho Gonçalves é otorrinolaringologista e membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervico Facial (ABORLCCF).

Dra. Gabriela atende às terças-feiras e é especialista em labirintopatias.

Otorrinolaringologia ,

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